Nefroangioclorose e nefropatia diabética
DOI:
https://doi.org/10.35954/SM1998.20.1.3Palavras-chave:
Glomérulos Isquêmicos; Insuficiência Renal; Nefroangiosclerose; Nefropatia Diabética; Pressão Arterial.Resumo
A incidência de insuficiência renal em fase terminal devido à nefroangiosclerose e nefropatia diabética aumentou nos últimos anos, apesar de um melhor controle da pressão arterial (PA), de modo que números iguais ou inferiores a 130/85 mmHg são agora necessários para interromper ou retardar sua progressão. A nefroangiosclerose está mais comumente associada à hipertensão arterial essencial (AHT), sendo o envolvimento das artérias pequenas e médias a lesão renal específica, geralmente acompanhada por glomérulos isquêmicos. Ela pode se manifestar por insuficiência renal (RF) ou proteinúria, ambos fatores de risco potentes de morte cardiovascular. Diabéticos tipo II (D II), dada a alta prevalência de hipertensão essencial, podem apresentar tanto nefroangiosclerose quanto nefropatia diabética, isolados ou combinados. Com base em observações pessoais, há uma maior incidência de insuficiência renal devido à nefroangiosclerose do que à nefropatia diabética nesta população. Dado que a progressão da insuficiência renal é 3 a 4 vezes mais lenta na nefroangiosclerose, as chances de requerer terapia de substituição da função renal são menores porque morrem mais cedo, geralmente de causas cardiovasculares. Isto explicaria porque em D II sobre a nefropatia diabética em hemodiálise prevalece sobre a nefroangiosclerose como causa de insuficiência renal em estágio final. Em conclusão, é importante e de valor prognóstico estabelecer o diagnóstico diferencial entre as duas nefropatias em D II, priorizando a necessidade de um controle rigoroso da PA, além do controle da glicemia, nesta população.
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