Luxação Congénita do Joelho: Apresentação de um Caso Clínico.
DOI:
https://doi.org/10.35954/SM2025.44.1.8.e502Palavras-chave:
Anormalidades Congênitas, Extremidade Inferior, Ossos da Extremidade Inferior, Luxação do joelho, Recém-Nascido, Tratamento Conservador, Traumatologia.Resumo
Introdução: a luxação congênita do joelho é uma patologia rara, cuja etiologia ainda não foi completamente esclarecida e que se caracteriza pela hiperextensão do joelho ao nascimento.
Objetivo: relatar um caso de uma patologia de baixa incidência, relevante devido à sua frequente associação com outras anomalias congênitas, que requer uma abordagem diagnóstica-terapêutica precoce e multidisciplinar.
Relato de caso: Menina de 1 ano de idade. Ela não tinha histórico pré-natal ou perinatal relevante. O exame físico ao nascimento revelou: hiperextensão acentuada do joelho esquerdo, sem alteração do membro inferior direito. As manobras de Barlow e Ortolani foram negativas bilateralmente. Não havia dismorfias, e o restante do exame era normal. Nas primeiras horas após o nascimento, foi realizada uma radiografia do joelho, confirmando a luxação do joelho. Consulta com a traumatologia, indicando imobilização com gesso cruropédico por 6 semanas. Alta após 48 horas de vida, check-ups regulares com a traumatologia e a pediatria. Aos 11 meses de vida, recuperação satisfatória. O desenvolvimento motor é adequado e, com um ano de vida, ele consegue ficar em pé normalmente.
Conclusões: o diagnóstico de luxação congênita do joelho é baseado na observação clínica por inspeção do recém-nascido nas primeiras horas de vida e confirmação por radiografia simples, como ocorreu no caso analisado. O tratamento conservador consiste em uma tala cruropédica que deve ser aplicada precocemente com o objetivo de alcançar 90° de flexão. O tratamento conservador tem alta probabilidade de sucesso, com a função articular normal sendo alcançada na maioria dos casos, como no caso descrito. O tratamento cirúrgico é indicado se a resposta ao tratamento conservador for inadequada.
NOTA: Este artigo foi aprovado pelo Conselho Editorial.
Recebido para revisão: dezembro de 2024.
Aceito para publicação: março de 2025.
Correspondência: Hospital Regional de Tacuarembó. Treinta y Tres Orientales 444, C.P: 45000. Tacuarembó, Uruguai. Telefone: (+598) 4632 2955.
E-mail de contato: anitacasuriaga7@gmail.com
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