Injeção ventroglútea: a transição da tradição para a evidência no Uruguai

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35954/SM2026.45.1.5.e402

Palavras-chave:

educação em enfermagem, injeções intramusculares, nervo isquiático, segurança do paciente

Resumo

Introdução: a administração de medicamentos por via intramuscular constitui uma intervenção de enfermagem de alta frequência. No entanto, persiste o uso tradicional da região dorsoglútea como padrão de prática, apesar das evidências sobre os riscos neurovasculares e farmacocinéticos associados a esse local anatômico de escolha.

Objetivo: fundamentar a necessidade de atualizar os protocolos de padronização clínica, posicionando a região ventroglútea como o local de primeira escolha para a administração intramuscular, com base em critérios de segurança e eficiência respaldados por evidências científicas contemporâneas.

Materiais e métodos: foi realizada uma pesquisa bibliográfica de caráter descritivo e analítico nas bases de dados Medline/PubMed, Scielo, BDENF, Lilacs e EBSCO; integrada à análise do marco normativo de saúde uruguaio vigente. Foram selecionadas 15 fontes entre os anos de 2000 e 2024, aplicando-se como critério de exclusão os estudos experimentais em modelos animais.

Resultados: constatou-se que a região dorsoglútea apresenta uma ineficiência crítica no depósito intramuscular, com taxas de erro que chegam a 95% em certos grupos demográficos devido à espessura do tecido adiposo. Em contrapartida, a região ventroglútea, aplicada por meio do modelo de delimitação geométrica, demonstrou precisão de 100% na localização do corpo do músculo. Essa técnica está associada, além disso, a uma menor percepção de dor por parte do paciente e à mitigação total dos riscos iatrogênicos relacionados ao nervo ciático.

Discussão: existe um paradoxo na prática clínica uruguaia devido à persistência no uso da via dorsoglútea, o que expõe os pacientes a riscos iatrogênicos e falhas terapêuticas. Como essa resistência à mudança tem origem na formação acadêmica tradicional, é um imperativo ético fazer a transição para a técnica ventroglútea a fim de garantir a segurança do paciente e a qualidade do atendimento.

Conclusões: devido à sua segurança anatômica e precisão técnica, a região ventroglútea constitui o padrão-ouro na injeção intramuscular. No Uruguai, é imperativo atualizar os protocolos clínicos e capacitar a equipe de enfermagem para alinhar a prática assistencial às evidências científicas contemporâneas, garantindo assim a segurança do paciente.

NOTA: este artigo foi aprovado pelo Comitê Editorial.

Recebido para avaliação: janeiro de 2026.
Aceito para publicação: março de 2026.
Data de publicação: junho de 2026.
Correspondência: Escuela de Sanidad de las Fuerzas Armadas. 8 de octubre 3068. CEP. 11600. Tel.: (+598) 24876666 ramal 1623. Montevidéu, Uruguai.
E-mail de contato: erikcalvo2021@gmail.com

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Referências

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Publicado

2026-06-22

Como Citar

1.
Calvo Arabí EJ. Injeção ventroglútea: a transição da tradição para a evidência no Uruguai. Salud mil [Internet]. 22º de junho de 2026 [citado 23º de junho de 2026];45(1):e402. Disponível em: https://revistasaludmilitar.uy/ojs/index.php/Rsm/article/view/468

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