Síndrome antifosfolípide catastrófica
DOI:
https://doi.org/10.35954/SM2026.45.1.7.e501Palavras-chave:
Anticoagulante, anticorpos antifosfolípides, corticoides, doenças autoimunes, inflamação, insuficiência multiorgânica, síndrome antifosfolípide, tromboseResumo
Introdução: A Síndrome Antifosfolípide Catastrófica é uma variante da Síndrome Antifosfolípide de baixa prevalência, porém de grande importância devido ao seu mau prognóstico e alta mortalidade, que se aproxima de 40%. Na patogênese, participam mecanismos trombóticos e inflamatórios associados à presença de anticorpos antifosfolípides, os quais afetam diversos órgãos de forma simultânea ou em um curto intervalo de tempo, levando à insuficiência multiorgânica. Por isso, o tratamento deve ser direcionado à atenuação da resposta inflamatória e à prevenção de novos eventos trombóticos.
Objetivo: Destacar a importância de reconhecer as manifestações clínicas dessa doença rara, a fim de iniciar precocemente medidas terapêuticas que aumentem a probabilidade de sobrevivência dos pacientes afetados.
Metodologia: Foi analisado o caso clínico de um paciente atendido no Hospital Central das Forças Armadas. Foi realizada uma revisão da literatura de artigos publicados, relatos de casos e casos clínicos dos últimos 20 anos, em espanhol, inglês e português. Não foram encontrados casos clínicos ou estudos relacionados a pacientes com Síndrome Antifosfolípide Catastrófica no Uruguai, exceto durante a gestação. Foram consultadas as bases de dados Elsevier, Scielo, PubMed, MSD e o tratado SER.
Foram utilizados os descritores: anticoagulante; anticorpos antifosfolípides; corticoides; doenças autoimunes; inflamação; insuficiência multiorgânica; síndrome antifosfolípide; trombose.
Discussão: Considerando que a Síndrome Antifosfolípide Catastrófica é uma variante rara, mas de grande relevância pelo seu mau prognóstico e elevada mortalidade, é essencial reconhecer rapidamente o diagnóstico e iniciar o tratamento intensivo de forma oportuna, o que pode alterar o prognóstico funcional e vital desses pacientes.
Este artigo foi aprovado pelo Comitê Editorial.
Recebido para revisão: setembro de 2025.
Aceito para publicação: dezembro de 2025.
Data de publicação: janeiro de 2026.
Correspondência: Hospital Central das Forças Armadas. Av. Centenario 3057. Código postal 11600. Tel.: (+598) 2487 66 66. Montevidéu, Uruguai.
E-mail de contato: lorena.debernardis@gmail.com
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